Tecnologia aplicada na movimentação de cargas

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DIMENSIONAMENTO DE EMPILHADEIRAS

Caros amigos não são raros os casos onde bons compradores e até mesmo empresários dos mais variados ramos se equivocam na hora de comprar uma empilhadeira.

É extremamente importante dimensionar a empilhadeira antes mesmo de se iniciar as cotações, haja visto não ser aconselhável comprar algo que não se tenha convicto conhecimento do que realmente atenderá as necessidades e expectativas. 

Se a empilhadeira for superdimensionada, você conviverá eternamente com consumo excessivo de combustível, necessidade de espaços mais amplos para operar, etc., sem falar no custo de aquisição mais alto e desnecessário. 

Se sub - dimensionar, você poderá estar sujeito a custos de manutenção altos em função de quebras frequentes e sujeito até a um acidente...  E acidente com empilhadeira não é nada agradável aos olhos, pode virar uma carnificina digna de um filme de terror.

Nosso objetivo nesta matéria visa esclarecer a diferença entre capacidade real e nominal de uma empilhadeira, bem como dimensionar corretamente a empilhadeira que você precisa. 

Veja a imagem abaixo:

 

Todo fabricante especifica a capacidade de carga das empilhadeiras a um determinada distância padrão da face interna dos garfos. Chamaremos essa distância de X (fig 3). Normalmente essa distância X é de:

  • 500 mm para empilhadeiras à combustão até 5 ton
  • 600 mm para empilhadeiras à combustão de 7 a 14 ton
  • 900 ou 1.200 mm para empilhadeiras acima de 16 ton
  • 600 mm para empilhadeiras elétricas

 É fundamental confrontar essa distância X com o centro real da sua carga.

 Mas o que é centro de carga?

 CENTRO DE CARGA

 Centro de carga é o ponto no qual o peso da carga fica distribuído de maneira uniforme sobre os garfos (fig 1).

 Quando a carga não é uniforme, o centro da carga não coincide com o meio da mesma (fig 2), então precisamos de uma atenção especial nesta movimentação.

 CAPACIDADE NOMINAL OU RESIDUAL

A capacidade nominal de uma empilhadeira, identificada pelo fabricante, varia de acordo com vários fatores, como a distância do centro da carga até a face interna dos garfos, tipo e altura da torre, dimensão de contrapeso, etc. Ela funciona como uma medida de referência da capacidade da empilhadeira em condições padronizadas. Por exemplo: considerando uma empilhadeira à combustão, com capacidade até 5 Toneladas, torre de elevação padrão para 4,00 metros, temos um centro de cargas distante 500 mm da face interna dos garfos. 

Caso a torre seja de um tipo mais pesado, ou se o centro da carga estiver distante mais do que 500 mm, certamente teremos o valor residual de carga diminuído, mesmo para empilhadeiras com outras capacidades de carga, daí a importância de se dimensionar a empilhadeira corretamente para o tipo de serviço e condições de operacionais.

CAPACIDADE REAL

É o peso que sua empilhadeira realmente pode levantar em condições específicas levando em conta:

  • Tipo da torre
  • Altura de elevação dos garfos
  • Distância do centro de carga até a face interna dos garfos

As torres duplex tem 2 conjuntos de vigas tipo U. Nas torres triplex são 3 vigas, portanto elas são mais pesadas e isso acaba "roubando" capacidade da empilhadeira. Como já citamos, nos manuais das empilhadeiras o fabricante informa a capacidade da empilhadeira em função do tipo da torre e sua elevação, quer seja a capacidade nominal, residual e real.

Com relação à altura de elevação dos garfos, as empilhadeiras contrabalançadas à combustão, tendem a uma menor redução do capacidade residual devido o dimensionamento do contrapeso, que nada mais é que um bloco de ferro fundido que tem por objetivo compensar o peso da carga na dianteira da empilhadeira. Essa compensação reduz o efeito da perda de carga com a elevação dos garfos.

Por outro lado em outros tipos de empilhadeiras como as elétricas patoladas, a elevação dos garfos influencia muito. Nesse tipo de empilhadeira, com os garfos elevados a empilhadeira chega a perder até 2/3 ou mais da sua capacidade dependendo da altura de elevação.Ainda no caso das patoladas, o fabricante fornece uma tabela ou um gráfico da capacidade versus elevação dos garfos. Siga atentamente o que o fabricante especifica.

Mas independente do tipo da empilhadeira, em todas elas a capacidade é muito afetada pela distância do centro da carga até a face interna dos garfos. Se o centro da sua carga estiver mais afastado que a medida X (fig 5 e 6), é importante você testar cuidadosamente se a sua empilhadeira realmente suportará o trabalho com segurança. 

E como posso fazer isto?

Os fabricantes fornecem gráficos de cargas em seus manuais. Nestes gráficos o eixo horizontal é a distância do centro de carga até a face interna dos garfos e o eixo vertical é a capacidade real que a sua empilhadeira pode erguer. 

Veja este exemplo de gráfico:

 

Calcule a distância do centro da sua carga até a face interna dos garfos, suba até a curva da sua empilhadeira e veja no eixo vertical qual é o peso máximo que você pode erguer.

Se você verificar pelo gráfico que a sua empilhadeira não ergue a sua carga, ou se verificar na prática que a empilhadeira "empina a traseira", não leve adiante essa operação e providencie outro equipamento para o trabalho.

Insistindo na operação, além de colocar vidas em riscos, certamente você irá forçar o sistema hidráulico, garfos, componentes importantes da torre, etc.

OUTROS MOTIVOS QUE INFLUENCIAM A CAPACIDADE DECARGA

Empilhadeira "cansada"

Se a sua empilhadeira for antiga ou não teve uma manutenção adequada, pode ser que a bomba hidráulica e consequentemente a pressão do circuito hidráulico, estejam fracos, pode ser também que haja folgas ou fugas no circuito hidráulico, etc. Nesse caso se diz que a empilhadeira está "cansada", e poderá não erguer a carga mesmo que teoricamente ela fosse capaz. 

Coeficiente de Segurança

Quando o fabricante projeta uma empilhadeira, ele normalmente trabalha com um coeficiente de segurança, portanto é possível (na verdade até provável) que a sua empilhadeira erga mais carga do que a "teoria" diz, mas esse é um terreno perigoso e imprevisível. Os fabricantes não revelam qual é esse coeficiente e não recomendam que se trabalhe além da capacidade que ele especifica. 

Sem falar no risco de acidente, trabalhar acima da capacidade pode trazer danos e/ou fadiga precoce a componentes como garfos, sistema hidráulico, componentes da torre, etc. 

COMO SELECIONAR A EMPILHADEIRA

  • Em primeiro lugar escolha o tipo da empilhadeira, elétrica, combustão, etc.; 
  • Selecione o tipo da torre que você precisa, duplex ou triplex, qual elevação máxima dos garfos; 
  • Tenha em mãos o peso da sua carga e como ela estará posicionada nos paletes; 
  • Calcule ou estime a distância entre o centro da carga e a face interna dos garfos; 
  • Se você tiver vários tipos de carga verifique todos ou pelo menos os mais críticos que são os mais pesados ou com centros de carga mais afastados; 
  • Identifique qual fabricante possui um modelo compatível com sua necessidade; 

Espero ter auxiliado de forma clara esta questão que exige tanta atenção e conhecimento do ramo de atuação.

 

A Tecnocar Empilhadeiras disponibiliza seus profissionais para auxiliá-los nas melhores soluções intra logísticas buscando sempre a excelência no atendimento de nossos clientes.

 

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Equipe Tecnocar